Minicursos

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Minicurso 

“Desnazificação e Desestalinização: Impactos e reverberações”

PROPONENTE: Maria Visconti [Doutoranda em História-UFMG]

DATA: 01/10/2019 [4h/a]

EMENTA: O objetivo deste minicurso é analisar, a partir das reflexões de Hannah Arendt, as consequências do pós-guerra (1945-1956) na ideologia totalitária. Para isso, será pensado o Julgamento de Nuremberg e o questionamento do princípio de Liderança do Führer, bem como a crise interna na URSS e no Partido Comunista após a morte de Josef Stalin. Entenderemos o processo de construção da ideologia totalitária, as noções de obediência e de lealdade ao Partido e ao Líder para compreender como essas estruturas foram abaladas após a morte dos líderes da Alemanha e da União Soviética. Partiremos do texto de Hannah Arendt de 1957 sobre a Revolução Húngara, em que a filósofa aborda o processo de desestalinização, iniciado após a a morte de Stalin em 1953 e aprofundado com o "degelo" de Nikita Khrushchov a partir de 1956 até 1964. Enquanto os chamados países satélite queriam sair da influência do stalinismo e criar o que entendiam como o comunismo em cada país, compreendendo as particularidades e peculiaridades destes, a URSS lutava para manter a centralização do poder com a alternância de liderança. Tal crise é observada principalmente nas revoluções de fins da década de 1950 nos países satélite, como a Revolução Húngara e a Primavera de Praga, também conhecida como Revolução de Veludo. Por outro lado, na Alemanha, o processo de desnazificação pelos Aliados foi concluído, os nazistas foram julgados e a memória da culpa foi instaurada. Como compreender as falas dos nazistas em seus julgamentos, sobretudo os que se mantém convictos a ideologia mesmo com a morte de Adolf Hitler? Analisaremos a noção de autoridade carismática, proposta por Max Weber e retomada por Ian Kershaw em sua reflexão sobre Hitler e Stalin, bem como a perspectiva de Karl Jaspers acerca da culpa do povo alemão. Com isso, concluiremos com os ecos dessas ideologias e como elas vem sendo retomadas no presente, partindo do pressuposto das continuidades e permanências da história, sobretudo da história do século XX.

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Minicurso

"A Segunda Guerra para além dos campos de batalha: Brasil, EUA, home front e cultura de guerra"

PROPONENTE: Marina Helena Meira Carvalho [Doutoranda em História-UFMG] DATA: 03/10/19 [4 h/a]

EMENTA: Esse minicurso se propõe a explorar os pilares não militares da participação do Brasil e dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, levando em conta aspectos de políticas culturais, econômicas e sociais. Se, por um lado, a guerra é lutada em campos de batalha e seu desfecho simbolizado pelas vitórias neles, por outro, o conflito é justificado e sustentado pelos fronts internos, pelas práticas e mobilizações para além do universo militar. Seria a Segunda Guerra Mundial cotidiana nesses territórios americanos? Visa-se, dessa forma, entender a mobilização das populações em ambos os países para aquela que foi considerada a primeira guerra total. Analisaremos como, a guerra foi percebida, legitimada e suportada a partidos dos home fronts. Para tanto, discutiremos questões como as campanhas de bônus de guerra, a escassez de alimentos, a economia de materiais estratégicos, os black-outs, a formação de enfermeiras, dentre outros daqueles que eram considerados como “sacrifícios” da população em prol da guerra. Sobretudo, ressaltaremos o papel fundamental das produções culturais acerca desse evento, suas intenções e possíveis mobilizações. Revistas, jornais, teatros, publicidades, vitrines, filmes, moda, brinquedos: diversos elementos culturais vestiam-se de bélicos. Parte-se, portanto, do pressuposto de que o cotidiano é político e que por trás dos grandes eventos existe a legitimação e o apoio dos “comuns”. O minicurso contempla duas abordagens. A primeira, comparativa, levando em conta as enormes diferenças, inclusive investimentos humanos e de capital, no envolvimento do Brasil e dos Estados Unidos na guerra. A segunda, transnacional, uma vez que os projetos e ideias circulavam, principalmente em contexto de Política da Boa Vizinhança.

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Minicurso

“Quadrinhos e Segunda Guerra Mundial: fontes e possibilidades de leitura na pesquisa histórica”

PROPONENTE: Márcio dos Santos Rodrigues [Doutorando pela UFPA e Professor da UFMA]

DATA: 02/10/2019 [4h/a]

EMENTA: O minicurso é centrado na Segunda Guerra Mundial e suas formas de expressão nas Histórias em Quadrinhos. Discute-se como os quadrinhos moldaram e foram moldados no e pelo contexto dos anos 1939-1945, ressaltando episódios históricos em que autores, autoras e editores recorreram às HQs como propaganda política, dentro de um esforço de guerra para hastear bandeiras e engendrar opiniões. Examina-se as particularidades históricas de personagens do gênero super-heróis criados entre os anos 1939-45 que, no universo dos quadrinhos, enfrentaram nazistas (Capitão América, Shield, Daredevil, Miss America, Black Terror, American Crusader, Whizzer, Fighting Yank, dentre outros); a produção de romances em quadrinhos destinados em parte ao público feminino e que enfatizavam o esforço de guerra; os estereótipos atribuídos aos japoneses em produções norte-americanas, criados no sentido de desumanizar e demonizar orientais; o contexto das produções soviéticas no período e as narrativas gráficas produzidas pelos países que integravam o Eixo (destaque para a série ilustrada alemã “Bilderbogen vom Krieg”, publicada de 1942 a 1944, sobre as forças de defesa militar do Terceiro Reich). Busca-se no minicurso compreender os quadrinhos como práticas culturais e/ou resultados de um terreno de disputa e negociação em torno de questões pertencentes a determinado contexto. Paralelamente, discute-se a importância dos aportes teórico-metodológicos para uma compreensão mais aprofundada do caráter visual e dos aspectos contextuais das histórias em quadrinhos.

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