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Indicação de literatura

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Janeiro de 2021

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“Cada forno tinha grandes bocas. Ou seja, havia 120 bocas, dentro de cada uma podiam ser colocados três cadáveres por vez. Isso significava que podiam cremar 360 cadáveres por operação. Isso era apenas o começo da “meta de produção” nazista. 360 cadáveres a cada meia hora, que era o tempo necessário para reduzir a carne humana a cinzas, perfaziam 720 por hora, ou 17.280 cadáveres a cada turno de 24 horas. E os fornos, com assassina eficiência, funcionavam dia e noite.”
Olga Lengyel nasceu em 1908 em uma família judaica na região da Transilvânia, Hungria. Olga e seu marido Miklos haviam fundado um hospital em Cluj em 1937 e estavam vivendo a salvo da guerra até que Miklos foi detido pela polícia. Olga, que foi informada pelas autoridades que o marido seria deportado para a Alemanha, decidiu acompanhá-lo, junto com seus pais idosos e os dois filhos do casal. E assim, em maio de 1944, sem saber o que os aguardava, toda a família foi embarcada num trem com destino ao campo de concentração de Auschwitz.

Olga ficou presa em Auschwitz-Birkenau até a libertação do campo no final da guerra e foi a única sobrevivente em toda a sua família. Seu testemunho dos horrores inimagináveis do campo foi um dos primeiros relatos de sobreviventes a serem publicados. Olga narra sua experiência com honestidade e sensibilidade, assumindo o dever de relatar o que viu e viveu em nome de todas as companheiras do campo cujas vozes se perderam.

De acordo com a autora, seu livro é um registro e um apelo para que as atrocidades cometidas pelos nazistas nunca mais se repitam. Olga Lengyel assumiu a promessa do “nunca mais“ como uma missão de vida e se dedicou a educar as novas gerações sobre o Holocausto até falecer em 2001. Seu legado continua vivo por meio do trabalho do The Olga Lengyel Institute for Holocaust Studies and Human Rights (TOLI), sediado no antigo apartamento da autora na cidade de Nova York. O dever e a responsabilidade de lutar por um mundo em que essa promessa possa finalmente ser cumprida é a grande missão que nos é legada por Olga em “Os Fornos de Hitler“.